Recessão econômica não é desculpa para ficar parado. Por isso, diversas mídias eletrônicas e impressas divulgam alguns tipos de negócio que se aproveitam de épocas difíceis para crescer

Segundo a revista exame, na crise econômica, montar um negócio pode ser uma forma de fugir do desemprego, ou ainda uma oportunidade de ganhar mais do que com como funcionário. No entanto, o período de incertezas aumenta o medo de o empreendimento ir por água abaixo.

Para acertar esse alvo, a palavra de ordem é estudar muito o mercado e olhar todas as possibilidades.
Neste artigo resumimos 11 idéias:

1 – Venda de cosméticos no varejo –

A vaidade é a quarta maior economia do mundo, movimentando uma quantia maior que o PIB da Alemanha. No Brasil, é um mercado consolidado. “A possibilidade de negócio nessa área é muito grande, as pessoas não deixam a beleza de lado”, diz Biagio. Na crise, o professor afirma que muitas pessoas optam por trocar o salão de beleza pelos cuidados em casa. Sendo assim, uma boa ideia de negócio é apostar em produtos de beleza voltados ao consumidor final, oferecendo uma solução mais barata para quem não pode ou não quer se descuidar da aparência.

2 – Comida prática –
O food truck é um exemplo bem sucedido do mercado de alimentação prática.

Com crise ou sem crise, o setor de alimentação continua faturando. Mas os consumidores podem poupar idas a restaurantes em prol de opções mais modestas. Por isso, Biagio recomenda buscar algum negócio no setor que facilite a vida do cliente (e que seja financeiramente mais viável). Por exemplo, ao invés de ele ir a restaurante para comer uma salada, o que envolve deslocamento e um preço alto, ofereça uma salada pronta, vendida em supermercados.

3 – Empreendimentos sobre rodas –
Ops, olha ele ai novamente.
Este empreendimento pode conseguir reunir várias características que se destacam no mercado, praticidade, mobilidade, alimentação rápida, alimentos naturais e até baixo custo.

Segundo, Max Bianchi Godoy, professor de planejamento estratégico do Ibmec/DF, muitas pessoas demitidas pegam seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e usam o valor para transformar vans e caminhões em um negócio.
Mas, para que a tendência não vire fracasso, o professor recomenda se especializar em poucos produtos, mas inovadores.

4 – Conserto de produtos –
As roupas descosturam e o smartphone quebra. Quem geralmente iria direto comprar um substituto se depara com um orçamento apertado durante a crise econômica. A alternativa? Procurar um serviço de reparos.

5 – Móveis montáveis –
Comprar um móvel para a casa já implica um grande custo, em especial épocas de crise. Por isso, quem realmente precisa gastar com esses itens irá procurar uma maneira de poupar em gastos adicionais. Nessas horas, oferecer móveis montáveis surge como uma alternativa, já que não há o valor de montagem incluído, recomenda Biagio. A pioneira no serviço é a loja sueca Ikea, mas alguns empreendedores estão criando negócios inovadores com a mesma possibilidade, como os blocos de Lego da vida real.

6 – Treinamento em vendas e relacionamento com cliente –
Todo negócio procura vender mais durante a recessão. Nessa empreitada, alguns percebem que talvez precisam aprender a arte da negociação comercial. “Na crise, o conhecimento de vendas está sendo muito demandado”, diz Ana. “Quem tem esse conhecimento e consegue compartilhá-lo pode montar um negócio sobre ensinar a vender”. Mas não se trata somente de vender mais, e sim vender melhor.

7 – Divulgação e conteúdo para pequenas e médias empresas –
Um ponto de deficiência em muitos empreendimentos iniciais é a falta de uma divulgação eficiente. Por isso, Ana afirma que empreendedores com experiência em comunicação podem encontrar um mercado ainda pouco desenvolvido: o de assessoria especializada no setor das PMEs. O trabalho de marketing se relaciona com o da produção de conteúdo, algo muito requisitado pelos consumidores de um negócio. Não se trata apenas de realizar anúncios publicitários de um produto de beleza, por exemplo, mas também gerar informação que ajude o cliente no seu dia a dia, como os benefícios de cuidar da estética. “Não há muitas pessoas ou negócios que consigam gerar um conteúdo relevante e que, ao mesmo tempo, agrade as pessoas”.

8 – Negociação digital entre varejo, empreendedor e consumidor –
Muitas pessoas têm algo que gostariam de vender: roupas usadas, livros já lidos, artesanato ou docinhos. Mas montar um comércio eletrônico próprio é uma tarefa árdua, que gera sucesso para poucos.
Por isso, montar o chamado marketplace, que conecta os empreendedores aos consumidores finais, pode se tornar uma boa ideia de negócio.

9 – Redução de custo em logística –
Logística é um assunto complicado e que gera gastos enormes, especialmente para os empreendimentos brasileiros. Segundo Vidigal, ter um negócio que proponha a redução de custos na área gera um grande atrativo, especialmente em distribuidoras e indústrias de grande porte. O especialista recomenda oferecer como proposta a otimização dos fluxos logísticos internos do cliente, por meio de recursos tecnológicos e de novidades digitais. O empreendedor poderia tanto trabalhar para outras empresas quanto para serviços públicos.

10 – Economia de energia –
Na mesma linha de poupança de gastos empresariais, reduzir o custo da salgada conta de luz é uma grande preocupação dos negócios. O empreendedor inovador, que tem conhecimento de hardware e de serviços na nuvem, possui uma boa oportunidade de startup nas mãos.

11 – Franqueamento –
O setor de franquias cresceu 11,2% neste semestre, em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com um negócio próprio, o franqueamento costuma ser mais seguro, uma vez que o franqueador já possui o know-how sobre a área de atuação da franquia.

Independente da ideia, o estudo do mercado e aplicação dos pontos básicos de um modelo de negócio nunca devem ser descartados.

Um negócio já consolidado deve ficar atento as mudanças de mercado e modificar com ideias atuais para poder acompanhar seu público alvo.

Este artigo foi escrito baseado em uma matéria da revista exame: http://exame.abril.com.br/pme/11-ideias-de-negocio-para-quem-quer-empreender-na-crise/

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